Manual operador de eta

download Manual operador de eta

of 46

  • date post

    15-Apr-2017
  • Category

    Services

  • view

    286
  • download

    4

Embed Size (px)

Transcript of Manual operador de eta

  • MANUAL DE OPERAO

    E MANUTENO

    DE ESTAO DE

    TRATAMENTO DE GUA

  • NDICE

    1 INTRODUO

    2 DOENAS DE VEICULAO HDRICA

    3 TRATAMENTO DE GUA

    4 PADRO DE POTABILIDADE

    5 - TIPO DE ESTAO DE TRATAMENTO DE GUA

    6 ETA CONVENCIONAL

    7 ETA COMPACTA

    8 ENSAIO DE JARRO (JAR TEST)

    9 ANALISES DE ROTINA

    10 MANUSEIO E SUBS TITUIAO DO CILINDRO DE CLORO

    11 MANOBRAS NAS E TAS

    12 - CONSERVAO DAS ETA S

    2

  • 1.0-INTRODUO

    O tratamento de gua tem como objetivo remover partculas que causam turbidez e cor bem como eliminar os microorganismos patognicos presentes na gua. importante ressaltar que no processo de Tratamento nem todas as substncias existentes na gua naturais so removidas no processo de Tratamento, as que ficam, suas concentraes so to baixa que no causam doena alguma para o ser humano. fundamental que um Operador de ETA conheam todos procedimentos necessrios para o tratamento de gua, no que concerne as etapas de preparo de Solues de Sulfato de Alumnio, manuseio de cilindro de cloro, noes bsicas de operaes de conjuntos moto bombas, anlise de cloro residual, pH, turbidez, Jar-test etc. Para o suporte do trabalho existe todo um trabalho de Engenheiros, qumicos, bilogos, etc., necessrios para formarem bons Operadores de ETA, vista que, no existem escolas de nvel tcnico em Mato Grosso para capacitao de profissionais nas reas de Tratamento de gua. Sendo assim, este Manual de Operao e Manuteno de ETA sem duvida a melhor ferramenta para que o operador de ETA possa bem desempenhar o seu trabalho.

    1.0 DOENAS DE VEICULAO HDRICA

    Considera-se poluio qualquer das propriedades fsicas ou biolgicas do meio ambiente (ar, gua e solo), causada por qualquer forma de energia ou por qualquer substncia slida, lquida ou gasosa ou combinao de elementos, despejado no meio ambiente, em vrios nveis capazes de, direta ou indiretamente: Ser prejudicial sade, segurana e ao bem estar das populaes; Criar condies inadequadas para fins domsticos, agropecurios, industriais e outros, prejudicando assim as atividades sociais ou econmicas; Ocasionar danos relevantes fauna, flora e a outros recursos naturais. Existe uma inter-relao entre as diversas formas de poluio, exigindo assim que a soluo do problema deva ser equacionada em conjunto.

    A contaminao tem um sentido restrito ao uso da gua, diretamente, como alimento, e no como ambiente. O lanamento gua de elementos que sejam diretamente nocivos sade do homem ou de animais, bem como de vegetais que consomem esta gua, independentemente do fato destes viverem ou no no ambiente aqutico, constitui contaminao. Como exemplo, a introduo na gua de elementos concentraes nocivas sade humana, tais como substncias txicas ou venenosas ou radiativas, ou organismos patognicos, conduz contaminao da gua; assim , dizemos que uma gua est contaminada quando nela foi introduzido matria fecal proveniente de pessoas doentes ou portadores. A contaminao constitui, portanto, um caso particular de poluio da gua.

    3

  • 2.1 A gua na transmisso de doenas

    2.1.1- Usos da gua e sade - so muitos os usos que a gua pode ter, alguns esto mais intimamente relacionados com a sade humana: gua utilizada como bebida ou na preparao de alimentos; gua utilizada no asseio corporal ou a que, por razes profissionais ou outras quaisquer, venha a ter contato direto com a pele ou mucosa do corpo humano; gua empregada na manuteno da higiene do ambiente e, em especial, dos locais, instalaes e utenslios usados no manuseio, preparo e ingesto de alimentos (domiclio, restaurantes bares etc.); gua utilizada na rega de hortalias ou nos criadouros.

    2.1.2 gua como veculo de doenas O sistema de abastecimento de gua de uma comunidade desde a captao, aduo, tratamento, recalque e distribuio, inclusive reservao, bem como dos domiclios e edifcios em geral, deve ser bem projetado, construda, operado, mantido e conservado, para que a gua no se torne veculo de transmisso de diversas doenas; essas doenas podem ser classificadas em dois grupos: doenas de transmisso hdrica e doenas de origem hdricas. As primeiras, so aquelas em que a gua atua como veculos propriamente dito, do agente infeccioso como : Bactrias: febre tifide, febres paratifide, disenteria bacilar, clera; Protozorios: amebase ou disenteria amebiana; Vermes (helmintos) e larvas: esquistossomose; Vrus: hepatite infecciosa, poliomielite e leptospirose.

    As segundas so aquelas decorrentes de certas substncias contidas na gua em teores inadequadas como: Flor: fluorose Nitrato: metamoglobinemia; Chumbo: Saturnismo; Algas: toxinas entre outros elementos presentes na gua.

    2.0 TRATAMENTO DE GUA

    A gua potvel aquela que pode ser consumida sem causar prejuzo sade do homem. Em geral, as guas superficiais de rios, lagos ou reservatrios de acumulaes so inseguras para consumo humano e necessitam de Tratamento pois esses cursos de gua esto sempre expostos poluio acidental pelos seres humanos. As diversas etapas do processo de tratamento de gua, objetiva fornecer um produto esteticamente aceitvel sem risco para a sade pblica o que significa gua com ausncia de concentrao prejudicial de substncia qumica venenosa, ausncia de microorganismos causadores de molstias,

    4

  • nvel o mais baixo possvel de cor, turbidez, slidos em suspenso sabor e odor mnima corroso para metais, a menor tendncia possvel de formar depsitos em canalizao a menor concentrao de ferro e mangans.

    3.0 PADRO DE POTABILIDADE

    Padres de Potabilidade de uma gua um conjunto de valores mximos permissveis das caractersticas de qualidade da gua para consumo humano. No Brasil uma gua para ser distribuda dever estar dentro dos padres de potabilidade conforme Portaria n o 518 de 25 de Maro de 2004, do Ministrio da Sade.

    4.0 TIPO DE ESTAO DE TRATAMENTO DE GUA

    ETA Convencional ETA metlica aberta ETA Compacta

    5.0 ETA CONVENCIONAL

    constituda de : Captao de gua Bruta Calha Parshall Floculador Filtros Clorao Correo de pH Distribuio

    6.1 CAPTAO DE GUA BRUTA

    Entende-se por obra de captao o conjunto de estruturas e dispositivos construdos ou montados junto ao local onde retiramos a gua bruta destinada ao sistema de abastecimento. Os aqferos, rios, lagos, crregos, barragens, poos so chamados de mananciais.

    5

  • 6.2 - CALHA PARSHALL

    um dispositivo funcionando com queda livre instalado na entrada da ETAs que serve para: Medir vazo Misturar os produtos qumicos O ponto de aplicao dos produtos qumicos exatamente no ressalto hidrulico.

    6.3 FLOCULADOR

    Nesta etapa destina-se a formao de flocos, sendo esta unidade de grande importncia no tratamento, motivo pelo que requer atenes especiais quanto ao seu funcionamento e conservao. As atribuies do operador nesta etapa so: medir o pH, retirar espuma.

    6.4 Tipos de Floculadores

    6

  • 6.4.1 Floculador Hidrulico (chicana, alabama), aquele em que se aproveita a energia Hidrulica disponvel dissipando na cmara de floculao. A gua efetua um movimento sinuoso sobe desce ou movimento sinuoso plano horizontal.

    6.4.2 Floculador Mecnico - aquele que utiliza motor e palheta para fazer a floculao.

    7

  • 6.4.3 Limpeza do Floculador - nesta unidade acumula-se areia, floculos, lama que necessitam ser removido conforme programao para: Programar as limpezas de maneira a no prejudicar o abastecimento de gua; Abrir o registro de descarga de fundo do floculador de modo que a gua abaixe lentamente; Simultaneamente, com uma mangueira de alta presso jatear toda as paredes do floculador, removendo lodo acumulado; Uma vez por ano passar neutrol nas paredes e palhetas do Floculador; Aps a limpeza fechar a descarga de fundo e iniciar a operao.

    Observao: A segurana o item fundamental de toda e qualquer operao. Na ETA dever dispor de escada em tamanho adequado para evitar que a mesma cause acidente. Durante a limpeza do Floculador os operadores so obrigados usar equipamentos de segurana;

    6.4.4 Operao do Floculador

    Anlise do pH O pH no Floculador dever ser igual ao obtido no Jar- test; Espuma no Floculador A agitao forma-se normalmente devido dosagem do sulfato de alumnio ou outros coagulantes. Esta espuma dever ser retirada diariamente com peneira de nylon; leo na gua O aparecimento do leo na gua devido a problemas no redutor do Floculador ou vazamento de leo no Sistema de lubrificao da Captao ou ainda troca de leo das dragas montante da captao; Formao de Floculos finos Quando o Floculador no est operando bem, poder ser conseqncia da dosagem errada de coagulante, ajuste da alcalinidade, formao de curto circuito devido a defeito na instalao, ou deficincia na mistura rpida. Todos estes problemas devero ser observados e devidamente corrigidos.

    6.5 DECANTADORES

    Entre as impurezas contidas nas guas naturais encontram-se partculas em suspenso e partculas em estado coloidal. Partculas mais pesadas do que as guas podem manter suspensas nas correntes liquidas pela ao de foras relativas turbulncia. A decantao ou sedimentao um processo dinmico de separao de partculas slidas suspensas nas guas. Essas partculas sendo mais pesadas do que a gua, tender a cair para o fundo com certa velocidade. Os decantadores ou bacias de sedimentao so tanques onde se procura evitar ao mximo a turbulncia.

    8